Veneza [Itália] Gran Canale, Piazza San Marco e passeio de gôndola


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É difícil comentar Veneza. Não tem outras cidades para compararmos com ela. Não é exatamente uma cidade do nosso planeta. Seu design inusitado, com canais usados como ruas aquáticas, é encantador. Impressiona o efeito estético da combinação dos canais com os belíssimos prédios. Sua arquitetura hipnotiza, pelo menos a mim que sou viciado em observar as fachadas de prédios, janelas, portas, com seus desenhos geométricos coloridos ou não. Vi pouco das partes internas de Veneza, um enorme desperdício, se considerarmos a fortuna imensurável em obras de arte de suas galerias, igrejas, palácios e museus. Mas, só bater perna ou andar de barco por aquelas paragens é programa para “turista de passeios” nenhum botar defeito. Sou um deles.

Um roteiro singelo a propor para a visita a Veneza é pegar um vaporeto (barco) até a Piazza San Marco, visitá-la e fazer o clássico passeio de gôndola.

O meio de transporte público em Veneza é o vaporeto. Uma viagem custa seis euros. Um bilhete de 24 horas, sai por 18 euros. É o tipo de transporte que aquele turista jovem, contando seus escassos euros, vai ter vontade de usar na cara dura, sem pagar a passagem. Deve funcionar. Acho que o modelo de controle é do tipo pedir o bilhete por amostragem e punir o esperto que não pagou com uma multa. Não testei. Paguei solenemente. Do barco, a gente assiste a paisagem perfeita passando, instigando o obturador das máquinas fotográficas. Olhando do Grande Canal, há um prédio logo no início da Sestiere Dorsoduro (belo calçadão para se passear junto ao canal). Gostei da fachada colorida e desgastada do prédio. Deixo a foto abaixo de lembrança. Para quem quiser saber onde ele fica, clique aqui para ver foto do Google Maps.

Do vaporeto, pode-se ver a Praça de San Marco, referência básica da cidade. Está sempre entulhada de turistas. Como Veneza está lentamente afundando, às vezes a praça é inundada nas marés altas, demonstração que o mar não está perfeitamente convencido de que este modelo de cidade pode existir. Tomar um café junto à praça faz parte do ritual da visita. O preço de um café servido na mesa pode ser proibitivo: sete euros! Recomendo tomá-lo no balcão, no comptoir, como dizem os franceses, onde lhe custará apenas dois euros.

A foto seguinte compõe a esquina do Palácio San Marco com, do outro lado do canal, a Basílica de São Jorge Maior. Podemos imaginar em quantas fotos este poste de luz aparece…

Abaixo, a praça com a Basílica de San Marco.

Um passeio de gôndola pequeno custa 80 euros. Pode variar conforme a demanda do dia ou o número de pessoas no barco. Tem um passeio maior, cujo preço sobe para 120 euros. É grana! Mas é daquelas coisas únicas no mundo. Ver as fachadas e os canais de dentro da gôndola, no nível da água, tem outro sabor. Passa-se por baixo da Ponte dos Suspiros (que não é esta da foto abaixo) de muita fama, mas que não impressiona.

Ter sorte é pegar um gondoleiro que converse, descrevendo o tamanho e forma das embarcações, onde era a casa de Casanova e outros detalhes interessantes para o turista.

O passeio de gôndola tem momentos marcantes, quando nos afastamos do movimento próximo da Praça San Marco. É intrigante imaginar que por vários séculos aquele era o caminho dos cidadãos de uma sociedade rica, que possuía um serviço de transportes eficiente baseado em barcos navegando em canais.

O passeio pelas ruelas no entorno da Praça San Marco oferece boas imagens, combinando a cor dos edifícios, os canais e as coloridas gôndolas.

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