Bariloche [comer]

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Os restaurantes de Bariloche oferecem boa variedade e qualidade. As atrações são a carne, o vinho, a truta, o chocolate…

Recomendação de Fernando Milanez, em 2010: Para comer bem, não se gasta menos que 60 pesos (1 dólar=4 pesos) por casal por refeição. Às vezes dá para fazer um bom café da manhã e “almojantar” mais para o final do dia, o que economiza uma refeição cara. Tome um lanche no meio da tarde, tipo “tostadas” que é o equivalente ao nosso misto quente, 4 vezes maior.

Resumo de Fernando para preços de refeição em 2010, por refeição, por pessoa:
– 12 pesos, se comer só um “tostado”, que é um misto quente enorme que servem em quase todo lugar;
– 30 pesos, se dividir um prato, sem vinho, sem sobremesa;
– 50 pesos, com pratos individuais, sem sobremesa;
– 80 pesos, com pratos individuais, com sobremesa e vinho;
Os 10% não são cobrados nunca, mas ele deixa à parte, para não ficar feio. Mas muita gente não deixa gorgeta.

Os argentinos têm fama mundial como produtores de vinhos. Sua uva Malbec é apreciada. Repasso a recomendação de um especialista: os vinhos melhores estão na faixa acima de US$20. Na temporada de 2008, era possível tomar vinhos razoáveis por 40 pesos (US$13), mas boa prática é explorar os vinhos da faixa de 60 a 70 pesos (cerca de US$22), que equivalem a consumir vinhos de R$40 no Brasil. Para preços de restaurante, estava uma pechincha.

Na comida, o ponto forte é a carne. A truta também tem boa oferta.

El Boliche de Alberto, Villegas 347, tel 31433. Comer o bife de chorizo (contrafilé) que o velho Alberto oferece é um prazer sensacional para os carnívoros. Seu negócio continua bem tocado. Não é à toa que os modelos do BMW que ele adquire estão cada vez mais sofisticados. Veja as fotos na parede junto ao caixa do restaurante. Ele merece.

O corte diferente que os argentinos usam para a carne produz combinação maravilhosa de sabor e maciez. O molho Chimichurri, temperado com ervas, combinado com o pão da casa, é boa entrada. Experimente os “empanados”. Um bife de chorizo com uma porção de fritas atende bem a fome de duas pessoas normais. A salada completa é bom acompanhamento para a carne. O Boliche é pouco atento com a temperatura dos vinhos, mas a oferta e qualidade dos Malbecs argentinos supera as dificuldades. O negócio de Alberto vai bem. Ele abriu mais uma loja perto da primeira. Tem outra na estrada junto ao lago, no caminho para Cerro Catedral.

Las Pastas de Gabriel, Elflein 49. Alberto já tinha seu “boliche” (seu “negócio”) bem sucedido. Então, juntou-se com o primo Gabriel e abriram esta pequena casa de massas. Outro sucesso. O negócio ficou com a família de GAbriel. Das mesas, você assiste ao vivo, o sorridente Gabriel fazer suas massas. A partir dessa massa fresca, um prato óbvio como uma lasanha italiana com molho de tomate se torna uma experiência solene. A leve massa do Sorrentino é outra indicação infalível. Preço de um prato Sorrentino em 2010: US$4.

Tarquino, 24 de Septiembre com Saavedra. tel. (0)2944 431 601‎. Bonito restaurante com decoração baseada em madeira compondo ambiente aconchegante. Fica numa paralela à Mitre mais em cima, que merece um taxi para chegar. As carnes estavam boas. O Bacio e o Bife de Chorizo impressionaram. As entranhas, carne que fica por baixo das costelas, se mostrou pouco saborosa. A impressão ruim foi dada pela gerente, que informou grosseiramente que a conta tinha que ser paga em “efectivo”, ou seja, em moeda. Não havia nenhum aviso em local visível. Uma pequena nota no cardápio dava conta da exigência. Ninguém do grupo em que eu estava reparou na restrição. Ainda bem que tínhamos dinheiro para pagar. Mais triste foi nosso amigo argentino nos informar que ele já pagou em cartão neste restaurante. Ficou o sentimento que foi apenas um golpe do estabelecimento para aumentar sua renda às custas dos brasileiros em férias. Coisa feia! Quem quiser, volte lá.

Di Como Pizzaria / Massas – Av. Bustillo, 868. Na saída da cidade em direção ao Cerro Catedral. Há um prato de Bruscheta (70 pesos em 2008) que vem com pão, queijo, salame e outras coisitas que é muito bom como entrada para umas 4 pessoas. É boa pedida. As massas são realmente boas. Um ravioli com recheio de champignons estava excelente. A pizza marguerita com massa fina também representou bem. Como sobremesa, um pedido clássico, a “copa” da casa, que vem numa taça combinando sorvete e caramelo. A copa da DI Como superou outras de Bariloche. Na hora da conta, os argentinos pisam na bola. Surge o golpe do “o cartão de crédito não está funcionando”. Escolados pela experiência passada no Tarquino (vejam acima), declaramos candidamente que não tínhamos dinheiro “cash” e ficamos olhando o semblante amarelo da atendente. Não é que o cartão passou a funcionar naquela hora. Brasileiro é muito bobo. Fica a recomendação do lugar. Mas fique atento pois a ganância estraga alguns estabelecimentos mundo afora.

La Argentina – Asador Parrilla, calle Palacios 127. É bonito restaurante com atendimento cuidadoso. O lomo Don José, um escalope de filé que vem recheado com queijo e chorizo, é sabor especial que recomendamos ordenar. O bife de chorizo rivaliza com o santificado Boliche de Alberto. A salada mista temperada à mesa é bom acompanhamento para as carnes. O cordeiro que vem à mesa na parrilla (chapa aquecida) é rico. O empanado (pastel) de queijo, tomate e manjericão, é uma boa entrada. A oferta de vinhos é farta e consegue-se obter Malbecs por bom preço. Vale a visita.

Famiglia Weiss. É o equivalente ao La Mole, do Rio de Janeiro. Comida, vinhos e preços razoáveis, fila imensa.

Nuevo Munich – substituindo o antigo Viejo Munich. Lugar mais simples, oferece goulash, cervo a caçadora, chucrute e parrilhada por preços bem em conta. Em 2004, podia-se tomar um vinho Trapiche Malbec por 13 pesos. Se o dinheiro está curto, é boa opção.

Chocolates

– Chocolates são uma oportunidade em Bariloche. Encontram-se várias lojas especializadas distribuídas por cada canto da cidade. As mais famosas (ou, se diga, maiores e em maior número) são a Casa do Chocolate e a Fenoglio. Gostei da Mamuschka (Mitre 216). Seu chocolate de tiramisu é supimpa. Segundo Adriana, o chocolate Mamuska é o melhor. Custa 100 pesos o quilo. Ela experimentou de tiramisu, limão, doce de leite, nozes e outros. Mas existem várias outras lojas. Experimentem, viagem é para isso.

3 thoughts on “Bariloche [comer]”

  1. Gustavo,

    A cidade ainda está vazia, pode-se sentar no Boliche do Alberto para comer a tão famosa carne. Maravilhosa, realmente. Não há necessidade de pedir um pedaço de 500 gramas, pois a de 300 gramas é suficiente para duas pessoas que comem medianamente normal.
    Também fomos ao Alberto Massas. Recomendo as massas mais leves, tipo raviole. O nhoque é meio “massudo”, ou seja, o prato é para quem quer se entupir de comida. Enfim, a comida é ótima, barata e só um detalhe estragou a saída para jantar: havia um cabelo no nhoque. Pena.

  2. Para quem quiser comer algo diferente das tão famosas carnes, já que para quem fica uma semana, a variação é necessária, mando uma dica imperdível:
    Há duas fábricas de cervaja na Bustillo, Km 11,6 e 11,8. Cada uma tem seu valor, mas procurem a Berlina (é a segunda cervejaria à esquerda). É mais para um PUB, com 4 pratos principais sensacionais (provamos os 4, pois almocei uma vez e jantei outra, com minha mulher). Peçam depois a sobremesa que é uma mousse de sorvete de chocolate. Há também um mix de frutas vermelhas com Helado (sorvete). E provem as cervejas. Há uma espécie de degustação, que vem as 4 cervejas da casa em pequenos copos. Não é barato, mas é ótimo. Custou-me AR$ 145, o que dá cerca de R$ 80,00 para dois, mas valeu cada real gasto no cartão.

  3. Outra dica de resturantes: alguns, inclusive o Boliche do Alberto na Bustillo, fecham entre 15:30 e 20:00h. Então não espere encontrar muita opção para comer neste horário. Não é possível comer também nos restaurantes das estações do Cerro Catedral e do Cerro Otto depois de 15:00h. Eles só se mantém abertos até 16:00h para um lanche rápido, restringindo o serviço ao conhecido tostado, que é o nosso misto quente em tamanho gigante, cortado em 4 pedaços.

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