Bariloche [o que levar na mala para esquiar]

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Eis algumas dicas do que levar na mala para a estadia de uma criatura do sexo masculino para uma semana no esqui. Serve para ir para Bariloche, Lake Tahoe ou Chamonix. As moças, por favor, façam os devidos ajustes. De baixo para cima:

bota confortável: a melhor solução é ter um calçado que permita andar em lugares úmidos e que proteja do frio. Os tênis não são bons porque a sola não isola bem do chão frio e têm a desvantagem de serem excessivamente informais. Para quem pode, uma bota Timberland é boa opção. Existem produtos para serem passados no couro e tornar essas botas virtualmente impermeáveis. As botas mais rústicas, como os modelos Caterpilar, também dão conta do serviço. O mercado cresceu e existem outras boas opções, mesmo para comprar no Brasil. Importante: Não esqueça o conforto! Não caia na armadilha de sair com botas novas e descobrir, no meio da viagem, que elas estão um “pouquinho” apertadas.

sapato: é normal não haver neve na cidade. Leve um bom par de sapatos para variar com as botas mais rústicas. Solas lisas de couro devem ser evitadas. É comum haver gelo nas calçadas e o tombo no chão duro é pior que na neve.

sandália: sandálias tipo “hawaianas” são recomendadas para isolar seu pé de chãos de quartos de hotel e de boxes de banheiros desconhecidos. É boa medida de higiene.

meia: é bom levar sete pares. Um conjunto de meias de algodão que possam ser usadas com o calçado básico ou com as botas de esqui. Se o frio for intenso, as meias de lã são conforto extra.

roupas

calça comprida: levar duas unidades para usar no dia a dia. Uma só pode ser suficiente, mas se sujar você fica sem. Calças jeans de cor escura, que sujam menos ou, pelo menos, aparentam não estar sujas, são a indicação. Elas devem ser folgadas para, se o frio for grande, permitir o uso de jogging ou ceroula por baixo. Se tiver calça de veludo, é a hora de usá-las. Existem também calças de material artifical, com bolsos laterais, algumas com zíper, podendo ser transformadas em bermudas. São bem práticas e são bastante usadas pelos viajantes.

ceroula: para usar por baixo da calça. Evita o vento frio que atravessa a calça comprida. Podem ser substituídas por calças de moletom. A arte é ir administrando seu uso, começando nos passeios e, quando sujarem, usar embaixo da calça impermeável para esquiar. O número certo para levar está entre duas e três.

cueca: ocupam pouco espaço. Sejam cuidadosos com a higiene. Levem sete cuecas, uma para cada dia, de maneira a não precisar lavar nada durante a viagem.

pijama: há quem use aquele confortável pijaminha de flanela. Uma cueca tipo boxer (ou samba canção) é bom para dormir.

sunga: não ocupa espaço na mala e permite aproveitar uma piscina térmica que apareça no caminho.

cinto: não esqueça de prender as calças. Checklist é checklist.

camiseta: pelo menos três. De preferência com mangas compridas e de algodão. Há produtos modernos que permitem que o suor atravesse o tecido sintético, facilitando a respiração da pele. Alguma concessão pode ser feita à higiene e a camiseta usada por baixo pode ser repetida para mais de um dia de esporte. Existem as camisetas térmicas que ajudam bastante quando a temperatura é crítica. Na sessão “Entreouvido por aí” da Revista de O Globo de 12.12.10, vinha a frase curiosa de um rapaz no Leblon sobre o que teria de comprar para uma viagem a Bariloche: “Essa roupar térmica usa alguma bateria especial ou é pilha normal?” Bem, a camiseta que comentamos é menos tecnológica, ela apenas conserva melhor o calor do corpo. Curiosidade: li que na Guerra das Malvinas, o uniforme dos ingleses contra o frio tinha uma resistência interna alimentada por baterias que ajudava no aquecimento dos soldados. Bem, aí já estamos falando de outro checklist…

camisa social: duas é boa pedida. O uso combinado com a camiseta por baixo impede que a camisa social se suje rapidamente. Não é essencial, mas é bom dispor de roupa para poder entrar em um restaurante sem espantar os outros clientes!

pulôver: para ser usado com as camisas sociais. Uma cor discreta dá maior flexibilidade ao uso, em particular para eventos noturnos. Vale a pena ter um de lã que esquente bastante.

cachecol: quando sopra o vento frio é que percebemos como é bom ter o pescoço protegido.

luvas: por US$10 compram-se luvas de esqui ou apenas para proteger as mãos do frio. As luvas de esqui podem ser alugadas e seu uso no esporte é obrigatório. As luvas para proteger do frio nas ruas valem a pena e podem ser guardadas nos bolsos do casaco. Se seu casaco tiver bolso, para o frio morno, acima de 0°, não precisa de luvas, é só andar com as mãos nos bolsos do casaco. Bem, cada um sabe o frio que sente.

Especial para esquiar:

calça para esquiar: pode ser alugada. Deve ser isolante para a umidade e o frio. Se quiser introduzir mais conforto e algum charme, compre um suspensório para evitar que a calça fique caindo na cintura. Quando alugá-las, pode negociar a compra do material no final da temporada, às vezes conseguem-se bons preços.

camisa de esqui: duas é bom. A camisa de gola rolê é útil para o esqui pois impede o contato direto do pescoço com a gola do casaco, mantendo esta sempre limpa. Eu gosto de algodão. Entretanto, hoje, já existem microfibras que permitem a pele respirar e não passam a sensação desagradável de produto sintético. A camisa pode ser usada mais de um dia: há que equilibrar os objetivos de higiene e quantidade de camisas disponíveis.

camisa de moletom ou “polar”: no mínimo uma. Levar duas é perfeito. A parte de cima de um conjunto de moletom de algodão resolve para ficar sobre a camiseta durante o esporte. Um conjunto padrão é combinar camiseta de manga comprida, camisa do jogging e, por último, o casaco de esqui. O conjunto pode ficar volumoso. Os casacos térmicos com gola fechando no pescoço (na Argentina, chamam de “polar”), usado sobre uma camiseta de algodão, com o casaco de esqui por cima são a solução prática e elegante para substituir o moletom.

casaco de esqui: o casaco é a peça mais importante do vestuário do esquiador. Um bom casaco pode ser usado no esporte durante o dia e, à noite, serve para vencer o frio dos passeios na rua. Se você pretende se tornar um esquiador freqüente, vale a pena investir num casaco de qualidade. Ele deve ter capuz e muitos bolsos. Deve ser isolante térmico e impermeável. Gastar US$200 para ter um casaco adequado vai ter retorno no conforto que se obtém durante a temporada na neve. Um bom casaco Killy estava por US$600 em 1999! Hoje, jaquetas impermeáveis da Columbia podem ser adquiridas por 100, 200 ou 300 dólares, dependendo dos recursos e tamanho do modelo. Os novos produtos com tecido de titânio, na faixa de US$300, são o fetiche de quem está com grana sobrando. Faltando numerário para o investimento, a solução temporária é o aluguel de macacões para esquiar. Eles têm a vantagem de substituir calça e casaco, e são recomendados para quem se deixar fascinar pela neve e quiser rolar (literalmente) no tapete branco. Mesmo que você não esquie, um casaco térmico (digo, um casaco que proteja do frio numa temperatura em torno de zero grau) é indispensavel para você transitar numa estação. Os ambientes fechados são aquecidos, mas você vai se deslocar muito pelas ruas. Passear ao ar livre faz parte da brincadeira.

gorro: fundamental para usar na montanha. É no alto da montanha que descobrimos como a orelha sente frio. Também vale para caminhadas na cidade. Um gorro de lã cabe sem problema no bolso de casaco.

óculos escuros: a neve é branca e brilha. Os óculos escuros são necessários. Também podem ser alugados óculos especiais para o esqui. Óculos comuns embaçam com a umidade e possuem pontas que podem ser perigosas numa queda. O vento entra pelas laterais dos óculos de aro e podem incomodar. Os óculos fechados em volta dos olhos mostram seu valor. Atenção: a melhor maneira de guardar os óculos é deixá-los em volta do pescoço. A gente esquece os óculos em todo canto. Só numa temporada, achei três deixados pelos incautos nos restaurantes ou deixados cair pelo chão.

Completando a nécessaire:

batom: o frio costuma rachar os lábios. Em qualquer farmácia encontram-se batons para protegê-los, alguns também funcionam como protetor solar para os lábios. Devem ser acrescentados à nécessaire e, melhor, carregados no bolso do casaco. Para os homens, sugiro batom sem cor (!).

protetor solar: o sol da montanha queima e é mais agressivo que ao nível do mar. Protetores solares são recomendados.

para administrar o cheiro: (Dica de Fernando Milanez) Acrescentem na bagagem, como item necessário, um perfume tipo água de colônia, suave. Cuidado apenas para não levar nada de líquido na bolsa de mão, pois o limite é de 100ml. Coloque na mala que será despachada no bagageiro do avião. O perfume servirá para prolongar o tempo de uso para os itens de enxoval que são levados em menor quantidade, como ceroulas, casacão, camisetas de manga comprida, essas coisas. Depois de usá-los, deixe pendurados perto da calefação no quarto para “pegar um ar”.

Caso Bariloche – Aluguel de Roupas:

Além do que se lava na mala, em Bariloche é comum alugar roupas para enfrentar o frio ou esquiar. A dica de Adriana, em junho de 2009, informava que o aluguel de roupas custava US$5,00 , na loja ao lado do Hotel Pacífico, Rua Moreno. Fabricio recomendou, em 09.06.10, pesquisar nas diversas lojas da cidade. Segundo ele os preços variam de 25 a 70 pesos. Cuidado com os preços muito baixos de aluguel do conjunto bota impermeável, calça e casaco (ou macacão) e luvas de esquiar. Pode ser que o conjunto barato seja mais surrado, ou usado que, ao ser devolvido, foi pendurado para novo aluguel, sem a devida lavagem e higienização. Edimilson indicou o site Taos Bariloche como referência de preços de aluguel de roupas.

Outra dica: Opte, se puder, para alugar um conjunto de casaco e calça. É uma alternativa 10 pesos mais cara que o macacão, mas dá mais liberdade para colocar e tirar a parte de cima (casaco), especialmente nos intervalos da prática do esqui, quando você entra em um restaurante para um chocolate quente ou para almoçar.

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